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                          Coral para Casamento

A Historia da Musica Eletrônica.                                               

DICIONÁRIO DE ESTILOS

Lounge:   Estilo muito difundido, conhecido também como chill out. É caracterizado por ter melodias relaxantes e sutis. Além da estrutura eletrônica, as músicas utilizam instrumentos acústicos como sopros, violões, percussão, etc. As principais referências da Lounge Music são De Phazz, Gotan Project, Jazzanova, Thievery Corporation e Kruder & Dorfmeister.




House:
A house tem melodia. É um estilo bem dançante e durante algumas músicas é possível ouvir vocal feminino e instrumentos musicais acústicos, como violão. O estilo é um dos que mais apresenta variações dentro da música eletrônica, como o deep house, o progressive house, o acid house e o garage. Algumas referências da house são Diz Washington, Felipe Venâncio, James Curd, K-Klass, Luiz Pareto, Marcos Morcerf, M/A/R/R/S e Renato Lopes.

O House surgiu no começo dos anos 80 em Chicago (clube The WareHouse) e Nova York (clube Paradise Garage), mas já no final da década de 70 alguns DJs começavam a pensar e realizar músicas com as características deste gênero da música eletrônica. O clube The WareHouse, localizado em Chicago, foi a inspiração para o nome da vertente que hoje é grande favorita dos gays e "modeletes". No final dos anos 80 o house se tornou popular - para alguns popular até demais - trazendo conseqüências negativas para a imagem da vertente, porque começou a surgir um house muito comercial e sem qualidade, diferente dos sons pouco conhecidos que rolavam em clubes undergrounds. A batida da house music é reta, o seu som é como uma disco - alias foram os DJs de disco que inventaram o house - porém muito mais mecânico e robótico. O house tem na maioria de suas músicas 130 batidas por minuto, a menor comparada as outras vertentes.

O house tem melodia, ele é um estilo bem dançante, durante algumas músicas é possível ouvir vocal feminino e instrumentos musicais acústicos, como violão.

O house é uma das vertentes com mais variações dentro da música eletrônica, algumas delas são: o deep house que é um som mais melódico e lento; progressive house que contém batidas mais leves; acid house que é o house com as batidas vibrantes do antigo sintetizador TB-303; e garage que tem elementos fortes e marcantes da soul music e possui uma batida mais funk. O house é, sem dúvida, a boa pedida para quem não curte um som pesado ou muito bate estaca, como o techno, por exemplo.

 



Techno: O estilo teve seu nascimento na década de 80, com o cruzamento entre a banda de e-music Kraftwerk e o funk de George Clinton. É considerado o estilo mais pesado da música eletrônica. Possui muitos subestilos, mas poucas variações. As batidas são 4x4, e os DJs do estilo normalmente não usam vozes ou instrumentos acústicos em suas composições. Algumas referências são Aaron, Chris e Julian Liberator, Anderson Noise, Carl Cox, Dave Clarke, Derrick May e Mau Mau.

O techno surgiu em Detroit, na década de 80. Nasceu da mistura de Kraftwerk, uma das primeiras bandas a fazer música com sintetizadores, com o funk de George Clinton. Antigamente, toda música que era feita exclusivamente pelo computador, era chamada de techno. Depois foram surgindo suas variações e sub estilos. Hoje em dia, o maior evento techno do mundo é a Love Parade, que rola todo ano em Berlim, na Alemanha.

Quanto ao ritmo, sem dúvida é o estilo da música eletrônica mais pesado e agressivo que tem. É o chamado "bate-estaca", por ter batidas repetitivas (sempre 4 x 4, nunca batidas quebradas), mecânicas e não usar nenhum tipo de instrumento ou vocal. Os primeiros DJs e produtores de techno foram Kevin Saunderson, Juan Atkins, e Derrick May. Dentre as vertentes do techno, destacam-se o Acid Techno, que mistura o peso do techno com a progressão do trance; e o Tech-house, o house mais pesado, um techno mais suingado. O techno de Detroit é considerado o mais pesado e acelerado. Não usa vocais, apenas instrumentos analógicos, como o Roland TR-808.


 

EBM: O EBM é um estilo que foi difundido pelo grupo belga Front 242. A principal característica do EBM é misturar elementos eletrônicos com punk rock e instrumentos pouco convencionais como serra elétrica e furadeiras. O estilo também é conhecido como som industrial e tem como representantes bandas como Nine Inch Nails e Ministry. Algumas referências do estilo são Cabaret Voltaire, DAF, Einstürzende Neubauten, Front 242.


 


Electro:
Sons sintetizados formando uma batida e associados a outros instrumentos. Essa é a característica principal do Electro, estilo com raízes nos anos 80. Para alguns, o ritmo nada mais é do que o synthpop da década de 80, feito por grupos como Soft Cell e Depeche Mode. Contudo, nos anos 90, o Electro passou por um revival na Europa e nos EUA. No Brasil, com o estouro da cultura anos 80 e o renascimento na cena internaconal, o estilo voltou com força. O principal expoente dessa mania é a gravadora Deejay Gigolo, selo internacional responsável por esse retorno triunfante. O Electro também deu cria: o ritmo fundido ao funk e ao rock dos anos 80 virou o Electroclash, termo criado pelo DJ Larry Tee.

Com raízes nos anos 80 o electro se estrutura a partir de sons criados pelos sintetizadores. O estilo é construído a partir dos sons não orgânicos que são agrupados e formam uma batida que pode ser associada a outros instrumentos. Os precursores do estilo são nomes como o DJ Afrika Bambaataa, com seu hit Planet Rock, e o grupo alemão Kraftwerk (que na verdade é um dos precursores de toda a cena eletrônica que existe hoje). Para algumas pessoas o electro não é nada mais do que aquilo que era conhecido como synthpop nos anos 80, feito por grupos como Soft Cell ou Depeche Mode. Mas a verdade é que, atualmente, o Electro passa momento de revival que começou ainda no meio dos anos 90 na Europa e nos EUA.

Esse revival chegou com tudo ao Brasil e explica a explosão de festas, casas noturnas e DJs que estão apostando no estilo. Um dos principais responsáveis por essa volta do Electro é o selo International Deejay Gigolo, que recentemente fez algumas festas no país. O Electroclash, termo criado pelo DJ Larry Tee, funde o electro a outros estilos como o rock dos anos 80 e o funk. A cultura dos anos 80 está de volta, e o electro voltou junto com ela com força total.

 



Breakbeat: O Breakbeat é o estilo que mistura a "batida quebrada" - daí o nome, "break beat" - do hip hop e do funk à música eletrônica. Geralmente, o que se usa são levadas sampleadas e completadas com batidas do techno ou outros instrumentos. Na verdade, o Breakbeat pode ser visto como um estilo que reúne vários gêneros musicais, sempre associando em comum as batidas quebradas (como do drum'n'bass) à batida do house e do techno. Nomes como DJ Shadow e DJ Cam fazem a ponte com os anos 60 e 70 e o cenário atual eletrônico, misturando as tecnologias atuais de produção musical ao jazz da época. O estilo tem um filho de sucesso, o Big Beat, que faz uso de batidas mais fortes e agressivas. Numa escala mais comercial, algumas músicas dos grupos Prodigy e Chemical Brothers podem ser consideradas breakbeat, mas o produtor Krafty Kuts é uma das grandes referências no estilo.

 



Drum'n'Bass: A história desse estilo envolve uma mudança estratégica de nome. Inicialmente conhecido como Jungle, o ritmo era comum nos guetos de Londres influenciados pela cultura jamaicana. Contudo, a fama dessas festas começou a ficar negativa quando, no final de 1993, o consumo de crack tornou-se constante nelas. A associação entre os eventos foi inevitável e, para evitar a má repercussão, o estilo trocou seu nome para drum'n'bass. A jogada de certo, e logo o estilo saiu dos guetos para ganhar as baladas da cidade. O ritmo do drum'n'bass é muito rápido - tem 160 batidas por minuto. O som quebrado é uma referência inegável ao hip hop - influência que continua ainda intimamente ligada ao estilo. O principal expoente brasileiro dessa vertente é o DJ Marky, que ganhou notoriedade internacional antes mesmo de ter fãs nas terras verde-amarelo. A mistura de MPB com as batidas do drum'n'bass faz muito sucesso na atual cena brasileira. Por ser ligado ao hip hop, o estilo sofre ainda alguns preconceitos, como ser taxado de som feito para o público da periferia.

 


Trance: O Trance surgiu na década de 90, mesma época em que o techno e o hardcore surgiram na Alemanha. O estilo foi inspirado no acid house e no techno, e evoluiu graças à criação de selos como R&S Records na Bélgica e Harthouse/Eye Q na Alemanha. As batidas do trance são regulares como as do techno, porém menos agressivas (são só 140 batidas por minuto). Foram acrescentados às composições efeitos para distinguir o estilo dos outros na cena eletrônica. Exemplo disso são os timbres do Trance - mais agudos, com batidas mais repetitivas. Outra característica marcante do estilo é a progressão do ritmo: as batidas começam numa velocidade que vai gradualmente aumentando, até atingir o ápice. É quando a música pára e em seguida tudo recomeça. O Trance tem variações como o Goa Trance, nascido da influência religiosa e cultural da e na Índia, misturando batidas eletrônicas com instrumentos típicos indianos. Outra variação é o Psytrance, que mistura sons espaciais e robóticos ao tradicional estilo. O Hard Trance também faz muito sucesso, uma mistura de hardcore com Trance que usa batidas mais pesadas e velozes.

 

 

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